quarta-feira, 30 de maio de 2012

O problema não é ser, é parecer




Era uma vez a D. e os meninos da nossa sala ficavam chamando-a de loira burra. Ela era loirinha mesmo, tinha matizes louros lindos no cabelo. Mas ela também não estava entre as alunas mais estudiosas e como dizia umas besteiras fora de hora e sem noção, os meninos xingavam-na de burra. Um dia cansada de ser tirada de loira burra, ela resolveu, não se emendar nem se esforçar mais nos estudos, mas sim tingiu de um preto cadavérico as madeixas loiras perfeitas do seu cabelo. Ela mesma me contou os motivos dessa história quando perguntei por que ela havia feito aquele crime contra o próprio cabelo. Até o último ano em que estudamos juntas nunca mais ouvi os meninos xingando-a de loira burra. Pois é. Tem uns seres humanos geniais na hora de facilitar a própria vida. Malandra.

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